REDESCOBRIDORES DA ALMA!

sexta-feira, 14 de abril de 2017

O Sagrado By Patrícia Pinna



O Sagrado tem uma paisagem de serenidade
Eterna cumplicidade, a atmosfera  intimista
A possuir com perfeição leito meu, abrigo
Da morada mais fértil do meu ventre 

Não tem lua determinante, sol flamejante
Oásis delirante
Nem rima rica, pobre ou a ausência delas
O Sagrado tem a leveza da folha soprada ao vento
Perto ou longe
Manso ou firme
Intenso ou fraco

Presente necessário ao sobrevivente
Inteiramente na caldeira de ais
Que tem a chance do arrependimento
Prosseguindo em suas cavernas imortais

Bálsamo aliviador na ferida mais profunda
Atentos ouvidos ao clamor sincero
Lança, com certeza, todo Seu amor
De alimento, serve-nos a Sua graça!

Autoria: Patrícia Pinna
Direitos reservados a autora.
Imagens: Internet.



sábado, 11 de março de 2017

Mergulho By Patrícia Pinna



Contemplara a lua mais cheia 
Do que os seios de uma grávida
Na bênção da divindade prateada
Ouvira seu som com o fervor de uma donzela

Deitara seus olhos negros mistério profundo
E, bem a fundo, sua imaginação criara a festa
Complemento de emoções intrínsecas, pulsantes
Surgira como a um servo protetor e acasalador
Das mais doces e emblemáticas histórias de amor

Embalsamara seus devaneios, jogara fora os receios
Quisera jamais acordar e vivenciar outra realidade
Uma vez que, sua força poderia ser pequena demais
Temera isso acontecer, jogara seu corpo nos lírios
Confundira sua pele alva com a das flores

Pedira socorro com toda devoção
Pedira paz com toda intensidade
Pedira amor com toda lealdade
E, a paixão, como elo de um cordão
Pedira luz, jejuara, orara, desejara
Que o encanto intacto e reluzente não esmorecesse.

Autoria: Patrícia Pinna
Imagens: Internet.




domingo, 19 de fevereiro de 2017

O Nascimento da Estrofe By Patrícia Pinna



Uma estrofe quer NASCER 
Versos por prazer da felicidade
Na contramão dessa apatia
Nada existe que pulse, pulse, pulse
Nem o luar, as muitas estrelas que nada dizem
Intocadas, permanecem no firmamento, ao relento

As células querem dividir-se em surto de loucura
Uma alegria INFLAMADA
Com a passagem dos pássaros na CLARIDADE
A efemeridade não permite que assim seja
E, o "amém", sufoca nos anseios de vida

Bálsamo inexistente, um olhar pardo
Desses que lançamos em dia nublado
Numa inércia que os céus veem e lamentam
Na rouquidão expressiva da voz

Nem os seres angelicais emanaram a presença interior
Decodificadores em sutis momentos de entusiasmo da alma
Vivenciara o último suspiro
Vestindo-se de pranto destruidor
Regado com o inverso do nascimento, grade
Assim, abriu os olhos sem vontade!


Autoria: Patrícia Pinna (Todos os direitos autorais reservados)
Imagens: Internet.





sábado, 28 de janeiro de 2017

Vultos By Patrícia Pinna



Muito é devaneio, pouco é receio, imensidão de descrédito
Nessa parda vida de humanidade esquecida de laços
Passos largos, pressa da vida, faz-se dia, faz-se noite
Os céus não são os mesmos, as estrelas quase não iluminam
O mais infeliz dos réus esperando sua sentença

Tenta crer na bondade, mas  que nada, veste-se profana
Rasgando a sua esperança, deixando-a em retalhos
Sem agulhas  e linhas para coser esse bem-querer
E, arredia, caminha para esmorecer no sinistro abismo

São olhos, ouvidos, bocas, pés e mãos inertes
Não veem o outro, não escutam
Não vão ao seu encontro
Não  tocam
Oferenda que não possui serventia
Tudo fica frio!

Parece que houve um descarte, uma rejeição
Vultos frequentes numa solidão
Onde nada passou de uma aparição
Não tem mais onde sustentar-se
Ficaram as lembranças!
Oh, fragilidade do ser!

Autoria: Patrícia Pinna(todos os direitos autorais reservados)
Imagens: Internet